O QUE SERÁ FEITO DURANTE A ELETIVA?
1. Etapa de Sensibilização (O Despertar)
Objetivo: Gerar curiosidade e “quebrar o gelo” através da escuta mediada.
Ação: Diagnóstico do clima escolar através de uma “Roda de Escuta”. A professora atua como mediadora, lançando perguntas disparadoras sobre os dilemas da adolescência e como os alunos se sentem no ambiente escolar.
Técnica: Uso de metáforas (ex: “A escola como um espelho” ou “A escola como uma colcha de retalhos”).
Integração Prática: Realização do Laboratório “Fake vs Real”. A professora utiliza recortes de revistas, fotos ou posts de rede sociais impressos em folha de papel para debater como a imagem “perfeita” (o espelho) muitas vezes distorce a realidade das emoções dos jovens.
2. Etapa de Pesquisa e Investigação (O Olhar para Si)
Objetivo: Transformar o aluno no objeto de seu próprio estudo e valorizar sua história.
Ação: Atividades de autoconhecimento através da Investigação Biográfica. O aluno busca em memórias e relatos familiares os elementos que compõem sua identidade atual.
Metodologia: Produção de autorretratos e árvores de valores.
Integração Prática: Implementação da Urna dos Desabafos (Mural das Inseguranças). De forma anônima e acolhedora, os alunos depositam na urna (uma caixa de sapato) seus maiores medos e dilemas. A professora faz a leitura mediada, transformando dores individuais em um reconhecimento coletivo de que “não estão sozinhos”.
3. Etapa de Interação e Alteridade (O Olhar para o Outro)
Objetivo: Colocar as habilidades de escuta ativa e empatia à prova no convívio escolar.
Ação: Formação de duplas e trios para trocas de vivências, aplicando os princípios da Comunicação Não-Violenta (CNV): Observação, Sentimento, Necessidade e Pedido.
Metodologia: Aprendizagem Cooperativa.
Integração Prática: Dinâmica do Teatro de Sombras (ou Estátuas). Os alunos representam situações reais de conflito (bullying/exclusão) e, sob a orientação da professora, devem “mudar o final” da história, praticando a resolução de conflitos de forma visual e segura. Na dinâmica Teatro de Estátuas, os estudantes representam corporalmente situações reais de conflito vivenciadas no quotidiano escolar (como exclusão ou julgamentos). Num momento estratégico, a professora utiliza o comando 'Estátua!', interrompendo a cena. A partir deste congelamento, os alunos são convidados a refletir e a reconfigurar fisicamente o final da história, movendo as 'estátuas' para posições que simbolizem a mediação, o acolhimento e a resolução pacífica do problema
4. Etapa de Criação e Colaboração (O Nós)
Objetivo: Transformar as descobertas subjetivas em produtos concretos e coletivos.
Ação: Oficinas de artes e escrita criativa (Fanzines, Cartazes ou Jornal Mural). Os alunos decidem como querem ser vistos e o que querem comunicar à escola.
Metodologia: Design Thinking. Prototipagem de soluções para melhorar a convivência na sala (como a criação de um “Código de Ética e Acolhimento” da própria turma).
Integração Prática: Construção do “Manual de Sobrevivência à Adolescência”, um produto artesanal onde a turma compartilha o que aprendeu sobre lidar com os dilemas da idade.
5. Etapa de Avaliação e Celebração (A Síntese)
Objetivo: Consolidar o aprendizado e refletir sobre a transformação pessoal e do grupo.
Ação: Evento de culminância (Exposição no pátio) e aplicação de ferramentas de autoavaliação e rubricas de convivência.
Metodologia: Metacognição.
Integração Prática: O aluno deve ser capaz de responder à pergunta síntese do projeto: “O que eu descobri sobre mim ao descobrir você?”, simbolizado pelo Varal da Gratidão (Um cordão (varal) será estendido no pátio da escola. Utilizando papéis coloridos e materiais simples, os alunos redigem mensagens breves. A regra é: “Eu te vejo e valorizo [característica/ação]”. Exposição: Os cartões são pendurados, criando uma instalação visual da rede de apoio formada pela turma), onde trocam mensagens de reconhecimento mútuo.